STORYTELLING - HISTÓRIAS DE INOVAÇÃO

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Bráz & Irmão - Ideias e Oportunidades



Empresa produtora de queijos de ovelha e mistura.

Brand75 - Ideias e Oportunidades

Hugo e Norberto decidiram abandonar o seu trabalho, e deram um novo rumo às suas vidas. Foi simplesmente assim. No início de 2012 entendem que deviam agarrar a ideia dum produto típico português esquecido – o azeite. Decidiram, promove-lo e vendê-lo. A ideia de olharem para o azeite e complementá-lo com um bom design, e acrescentando-lhe uma loja on-line para o comercializarem. Foi o conceito de base para este negócio.

A ideia foi assim agarrar num produto típico português, o azeite, e conceber igualmente uma oleoteca nacional. Identificam e recolhem os azeites de excelência de norte a sul do país, e com a ajuda de pessoas conhecedoras das características organoléticas do produto fazem a seleção. Como num bom jantar escolhemos um bom vinho, também o azeite mais adequado para o que queremos comer é fundamental. Os azeites são muito variados, podendo ser mais adequados para comer saladas, peixe, carne grelhada etc.

A maioria dos clientes, não tem ideia da originalidade e identidade do azeite, pensam “que é do supermercado”. Não existe ideia da sua origem. Tal como o vinho pode ser do Douro ou do Alentejo, também pode acontecer o mesmo com o azeite. Os azeites são todos diferentes. Esta preocupação e conceito já existe nalguns países como Espanha ou França. Afirmam: nós queremos fundamentalmente trabalhar com produtores desconhecidos. Assim conseguiremos ser um ponto agregador de produtos de reconhecida qualidade – edições limitadas e de excelência. Os produtos de excelência são validados por especialistas.

O mercado alvo deste negócio são os portugueses, que o consomem todos os dias. Este mercado apresenta um crescimento médio anual de 5%. Para além do mercado português já se pensa no mercado externo, onde já estiveram numa feira através de provas sensoriais.

A Brand75 possui know-how na área agro-alimentar, na área gráfica (rotulo e packaging) e na web. A identidade gráfica será fundamental para promover produtos desconhecidos (produtores de pequena dimensão e a viver em zonas rurais). A disponibilização da web - facebook, é relevante, bem como a existência duma loja física (oleoteca) onde possa existir organização de provas (o toque, e o cheiro).

A pesquisa de fornecedores é feita através da sua busca em vários pontos do país. Têm de se andar na estrada. Aí falam com os produtores. Agora já começam a ser já alguns produtores que os contactam. Por outro lado, as feiras regionais, ou de maior dimensão servem de pontos de pesquisa (são 2,5 anos de trabalho), o que já deu origem a uma base de dados. Podem agora oferecer enchidos de azeite, queijo em azeite, azeite para cosmética, doçaria etc. A crise acelerou e estimulou a aproximação dos produtores, pois viram neste projeto uma forma de venderem os seus produtos. A divulgação passa pela presença em feiras (FIA), e a utilização do LxMarket ao fim de semana.

Com 2 trabalhadores, a Brand75 concebeu um conjunto de parcerias: em termos de programação na web, na distribuição com uma empresa farmacêutica e para farmácia, e um técnico especializado na área da cosmética (infarmed).

Quanto aos resultados, depois de 6 meses de atividade estavam acima dos objetivos, sendo que ao quinto mês já tinham alcançado o objetivo para o ano. O Natal será a nossa época alta. E esperam ao fim de 3 anos atingir um volume de negócios de 70 mil euros. Estas receitas podem ser obtidas de várias formas: compra direta de produtos e colocação no site, ou com a receção duma comissão sobre os produtos vendidos. Será uma marca para o Azeite de qualidade português – Brand 75.



terça-feira, 18 de junho de 2013

Boca do Lobo - Ideias e Oportunidades



Impulsionar o design através de uma dinâmica empresarial, que permita desenvolver e promover processos de inovação, criando um rede de comunicação entre designers, marketeers e indústria.

BIOFUN - Ideias e Oportunidades

Esta empresa era 100% de capital estrangeiro. Em 2007 surgiu a oportunidade de aquisição, dado os sócios iniciais terem decidido desinvestir do país. Esta operação foi efectuada por dois colaboradores, que adquiriam a empresa através dum MBO. Conheciam muito bem o negócio e conheciam as oportunidades, nomeadamente na investigação de novos produtos e na vertente comercial.

Concorrência. Existia na altura uma fábrica nova, e conjuntamente existia também um constrangimento, uma escassez de matéria - prima. Em termos globais a matéria-prima (fruta) é considerada um commoditie o que transforma este sector numa arena competitiva bastante agressiva. O principal produtor europeu é a Polónia com cerca de 150 mil toneladas. Em Portugal todos juntos não produzem mais de 7 mil toneladas. O produto da empresa é considerado diferente, pela qualidade da fruta. Isto é extensível aos Espanhóis, Italianos e gregos, porque a fruta tem um grau de qualidade superior. Estes factores são condicionados e determinados pelo sol e pelos solos.

Clientes. A empresa exporta 98% para vários mercados: nomeadamente para UK (60%) e, o restantes têm como destino a Espanha (Dom Simon) e Portugal (a Compal,e as vinagreiras).

Produtos. Inicialmente a fabrica só produzia concentrados de maçã e pera. Agora iniciaram a investigação nos: concentrados de pêssego ( estamos numa das melhores áreas) de cereja, cenoura e morango. Isto dentro da fruta disponível em Portugal, que não é muita. Não há produção suficiente em Portugal. Existem picos de produção (Setembro-Dezembro), o que obriga a terem de esperar que a fruta sem calibre, e a que tem pior aspecto oriunda das camaras do frio. A fruta utilizada tem um custo substancialmente diferente da fruta fresca. Têm I&D próprio e possuem a certificação máxima Kosher. Nesta medida, estão a desenvolver produtos para consumidores finais para este mercado especifico (judaico).Quer para Israel , U.K. e USA. Também se encontram a desenvolver compotas com menor teor de açúcar. A unidade tem a trabalhar regularmente 23 pessoas, sendo que no pico da produção se atingem as 40 pessoas.

Em I&D têm 3 técnicos superiores. A qualidade do produto é o factor distintivo, contribuindo para isso o cumprimento das regras de segurança alimentar. A empresa defronta-se com o problema de escala. Como explica o seu responsável: não temos capacidade para grandes encomendas, daí termos de nos concentrar em pequenos núcleos que podem ser de maior valor acrescentado.

Canais. O contacto directo com o cliente (B2B), e a participação em feiras em parceria (clube de produtores)com os produtores da região, são a opção escolhida. Possuem um site onde se apresenta a empresa e os seus produtos.

Clientes. Nem todos os anos trabalham com todos os seus clientes, visto isso depender da produção. As relações são muito pessoais. Isto é um mercado intermédio de matérias primas, mas é sobretudo um mercado baseado na confiança( caso da união ortodoxa). Vão desenvolvendo produtos em conjunto com os pedidos dalguns clientes (caso morango). O mercado dos sumos está a mudar para os 100% naturais servidos na hora (barracas de gelados). Mas, também existe uma preocupação com os rótulos, com a apresentação e com a origem dos produtos.

Produção. A Biofun tem uma linha de concentrados de sumos e de compotas ( linha contínua), e possuem 75 hectares de pomar para a produção de maçã. É uma orientação estratégica no sentido da verticalização. Actualmente a recolha da matéria prima comprada a fornecedores, é feita no país inteiro (maçã,pera) através de camiões de 25 toneladas que descarregam nos silos da empresa; chegada aí a matéria-prima fundamental, é lavada e encaminhada para dentro da fabrica . Efectua-se o esmagamento, a maceração, e seguidamente a matéria resultante é espremida, originando o sumo cru, que após este processo é filtrado, estando pronto para expedição. O produto final pode ser enviado em bidões de 200 kg, ou em camiões de 25 toneladas (granel). A sua entrega ao cliente pode ser feita por via terrestre ou marítima.

Áreas de Excelência. A investigação e a qualidade do produto são dos aspectos mais importantes para o sucesso da empresa. A verticalização é a opção escolhida, para fazer face ao défice de produção existente em Portugal. Serve também para controlar os preços. Aumentamos desta forma a capacidade de resposta aos clientes e a competitividade.

Parceria. Camara Municipal do Fundão , Inovcluster, U.B.I., e Instituto Politécnico de Castelo Branco.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Beira Salgados - Ideias e Oportunidades

Ideia. Iniciou-se em 2002 o desenvolvimento da ideia de produzir empadas e outros produtos alimentares. Foram 2 sócios que iniciaram e investiram na industrialização do negócio. Tinham a convicção de que existiam clientes potenciais, que não estavam explorados. Os próprios sócios foram aprimorando o know-how para fazer empadas com os familiares, e simultaneamente foram procurando novos clientes. A concorrência já existia embora tivesse uma amplitude diferente (maior variedade de oferta e maior dimensão). A Beira Salgados escolheu ser uma empresa mono produto (empadas). Os produtos são artesanais, enquanto os dos seus concorrentes são produtos industriais (ultracongelados).

Clientes. A empresa tem cerca de 100 clientes que se encontram espalhados pelo país: variam desde pastelarias, cafés, e 30 armazenistas que vendem ao canal horeca. Na zona interior a empresa efetua a venda direta a partir das suas próprias instalações.

Produto. O modo como as empadas são produzidas é o que faz toda a diferença. Inicialmente a empresa produziu rissóis, pastéis de bacalhau, croquetes, almofadinhas de carne. O abandono destes produtos ficou a dever-se á grande concorrência existente. A concentração nas empadas, fez com que produzam atualmente 200 mil unidades por mês, a um preço unitário de 40 cêntimos. O processo de produção, consiste em desfiar o frango, temperar, encher e fechar manualmente cada empada. O processo é quase 100% manual. Só algumas poucas tarefas são efetuadas mecanicamente. As matérias-primas são adquiridas a fornecedores externos.

Diferenciadores. A empada é diferente em sabor e textura. São bem recheadas, o que lhes confere um grau elevado de aderência aos consumidores. O consumidor também gosta do que é bom, e não só do que é barato. A marca Beira Salgados é utilizada na maioria dos produtos, enquanto nalguns casos os clientes preferem a sua própria marca. A certificação HCCP garante uma maior segurança aos produtos, estando a iniciar-se uma certificação ISO. Para além do produto atual, está já em desenvolvimento variantes de novos produtos com recheios distintos.

Uma parceria com a Lusiaves garante produto de qualidade, e um preço anual para a matéria-prima principal. Existem outras parcerias com alguns armazenistas pra a compra de produtos, com um cliente na zona de Lisboa e ainda com a InovCluster. Dos 15 funcionários atuais, 13 encontram-se na produção enquanto um se dedica à atividade comercial e outro à direção da produção. O novo investimento previsto de 500 mil euros, vai permitir triplicar a produção, enquanto os recursos humanos podem ter necessidade de duplicar.

É assim que se espera garantir o futuro.



Adega Alto Tejo - Ideias e Oportunidades

A ideia nasceu há cerca de um ano por iniciativa de um empresário de Cebolais de Cima, António Belo Martins, e do também empresário Peter Schauffler. O primeiro foi um dos sócios da sociedade têxtil Pereirinho, em Cebolais de Cima. O segundo é o líder da multinacional Bitzer, também presente em Castelo Branco, bem como de dezenas de outras empresas em vários países. “O senhor Peter Schauffler tem cinco hectares de vinha na Quinta de Santo Isidro, na Barroca da Malhada, em Tinalhas. Eu tenho cinco hectares de vinha na Tapada da Breja, em Cebolais. O investimento resultou de uma conversa que tive com um representante do senhor Peter Schauffler, na sequência da qual decidimos unir-nos e criar uma adega com todas as condições para produzir vinho de grande qualidade”, afirma António Martins.

Ideia. Em 2008,depois de se ter reformado aos 65 anos, o Sr. António decidiu arrancar com este projeto com mais 2 sócios. O problema de saúde não o inibiu, bem pelo contrário, tem-lhe dado mais saúde.

Clientes. Todos os clientes são quase exclusivamente da região de Castelo Branco. A unidade produziu 60 mil litros de vinho no ano passado. Preveem que na próxima colheita se irá atingir um valor de 70 mil litros. Em função dos resultados obtidos, coloca-se a hipótese de se poder comprar no futuro, uvas a outros agricultores para assim fazer face á procura. A capacidade da unidade é de 80 mil litros, contudo será fácil fazer a sua expansão.

Produto. Como fonte de produção, a empresa dispõe de duas quintas - a Quinta de Santo Isidro, situada a norte na freguesia de Tinalhas - é caracterizada por um solo de arenitos; enquanto que na Quinta da Felicidade, situada a sul na freguesia de Benquerenças, já predominam os xistos argilosos. O mesmo microclima mas solos diferenciados determinam uma multiplicidade de aromas e sabores únicos só possíveis nesta região que agora desperta para a produção de vinhos que, com a idade das cepas, se irão revelar como uma referência no panorama vinícola nacional.

A qualidade do vinho é avaliada e acompanhada por 2 enólogos. As castas são separadas nos lagares, e são estes que fazem os lotes, de modo a se conseguiram as melhores combinações. È fruto desta combinação, que os clientes apreciam a qualidade e o preço das suas ofertas. É assim que se explica, que embora, a oferta seja muito competitiva na região, a oferta tivesse que ser diferente e com bom preço. Para que isto fosse possível apresentaram também, a solução bag-in-box mais económica para os restaurantes (ausência de: garrafa, rotulo, contra rotulo, engarrafamento e empacotamento).

Canais. A entrega do vinho como se efetua na região, é feita pessoalmente, ou então, é mesmo recolhida pelo cliente. Não há equipa de vendas. Assim os custos de distribuição são nulos. Os ganhos são dados aos clientes. Os clientes apoiam o fornecedor, e o fornecedor apoia a região. Existem alguns contactos com outros mercados em situações pontuais.

O 1º e 2 º ano foram feitos de muita persistência, para mostrar o produto indo a concursos e algumas feiras. Em 2012 esperam um volume de negócio de cerca de 100 mil euros … o dobro do ano anterior. Tudo isto com 4 pessoas, sendo que, só duas das quais estão a tempo inteiro. Uma aposta ganha.

adClick - Ideias e Oportunidades



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