STORYTELLING - HISTÓRIAS DE INOVAÇÃO

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Frio90 - Ideias e Oportunidades

Ideia. A empresa inicia-se na década de 90, trabalhando no sector do frio industrial. A partir de dada altura precisou de se transformar numa empresa com maiores capacidade de oferta, para assim poder concorrer e efetuar obras de maiores dimensões.

A oportunidade é identificada, vista na região de Castelo Branco existirem várias indústrias da área dos enchidos, queijo e frutas, e a oferta existente de serviços para esta área ser reduzida. Perceberam também, que as grandes obras eram feitas por empresas do litoral, enquanto as empresas locais ficavam com as pequenas obras e as manutenções.

Clientes. O negócio foi pensado para ser dirigido a pequenos agricultores, a produtores de queijo industrial (80-90%) e, a agricultores tradicionais de enchidos ou de frutas.

Produto/Serviço. Os serviços prestados, consistem na instalação, montagem e assistência aos equipamentos frigoríficos. O desenvolvimento de projectos chave-na-mão, é outra possibilidade que a empresa consegue oferecer. Para disponibilizar este serviço foi necessário constituir parcerias com outras empresas que permitissem assegurar serviços em áreas especializadas.

Diferenciadores. A proximidade com o cliente, e ser capaz de interpretar, desenvolver a ideia do cliente duma forma profissional, concretizando-a da forma mais eficiente e inovadora, são os principais aspetos distintivos em que apostaram. Este sector é constituído por poucas empresas dalguma dimensão, sendo o passa-palavra um fator determinante. Quando um cliente fica satisfeito, recomenda a outro. Não possuem equipa de vendas. Têm apenas um site onde se encontram apresentados alguns serviços.

O relacionamento com o cliente é determinante. Tem de ser regular, pois é necessário uma transferência de informação continua entre o cliente e a empresa. É nesta fase que se recorre a terceiros quando existem tarefas mais técnicas e complexas. Não são exigíveis grandes instalações físicas, obrigando antes a ser detentor de diferentes tipos de equipamentos (viaturas, sistemas de elevação, ferramentas …) para a concretização do serviço. Até ao momento não foi implementado nenhum sistema de informação de gestão, dado a programação ser possível com os atuais meios da empresa.

Parcerias. Existem parcerias com 2 empresas de serralharia (ferro e alumínios), e com empresas estrangeiras que fabricam equipamentos específicos para o sector dos queijos. A ligação com o Inovcluster tornou-se um elo fundamental para aceder à indústria alimentar.

As vendas nos últimos anos situaram-se sempre acima do meio milhão de euros.



FoodInTech - Ideias e Oportunidades



Empresa que desenvolve software para a indústria Alimentar, sob o conceito inovador de "Paper Free Industrie".

Ecoemotion - Ideias e Oportunidades

As boas práticas ambientais e sociais estiveram na base da estratégia do negócio. A ecoemotion procurou desenvolver a sua actividade, substituindo matérias-primas convencionais por matérias-primas menos agressivas para com o meio ambiente.

Ideia. Desde o inicio havia o propósito de criar uma empresa que tivesse uma componente ambiental muito forte. A promoção dos valores da sustentabilidade foi a visão. Duma forma simples, trata-se de criar e vender produtos ecológicos. Todo o conceito de negócio ronda em torno das questões sociais e ambientais,e todos os materiais e mão-de-obra serem de origem nacional.

Clientes. Quando iniciaram, tinham identificado um grupo de possíveis clientes. Como identificaram esses clientes? Se o conceito era de sustentabilidade, pesquisaram quais as empresas em Portugal que tinham relatório de sustentabilidade, e, também pela forma de comunicar pretendem passar os conceitos ambientais e sociais. Identificaram uma lista, e foi com essas empresas que se iniciaram.

Produtos. Os produtos tinham de ser sustentáveis e ecológicos. Criaram, o Ecodesign,o Ecoprint e o Ecoproduto. A primeira peça que lhes deu mais projecção foi um saco de papel. O conceito era diferenciador devido ás questões ambientais. O saco era 100% reciclado, ( que as empresas fazem questão de comunicar). Este papel é português, e não levava nem plastificação nem verniz. Com os produtos Ecoemotion está a comprar o ciclo total de vida. Sem custo de reciclagem.

Foram a 1ª empresa a distribuir uma linha ecológica da BIC ( esferográficas e lápis), feitas de plásticos e outros produtos sustentáveis. A variedade de modelos, resultou do contacto com os clientes. Nasceram assim as suas marcas. Brindes Vivos tem como matriz, e elementos comuns, as sementes de árvores autotenes da floresta portuguesa. Remetendo a uma identidade, para as questões da floresta. A marca Cork Solution, é outra marca, cujas peças são baseadas na cortiça, aonde se juntaram o papel 100% reciclável , as colas á base de água e as tintas sem solventes. Com base nas novas tecnologias , conseguiram também a personalização de cada peça ( fizeram um trabalho com 8000 peças e 8000 nomes). A concepção é toda desenvolvida na empresa, conjuntamente com uma agência de marketing (site e newsletter).

Em simultâneo, passaram o know-how da cortiça para um outro parceiro (gráfica). Fizeram testes para o acabamento e, trabalham com esse parceiro em estreita ligação desde 2009. Esta parceria faculta uma grande flexibilidade em termos de qualidade e da rapidez de resposta aos clientes. Toda a matéria-prima é oriunda do Grupo Amorim.

Diferenciadores. A empresa fundamentou-se muito na questão da sustentabilidade. As peças têm de ser de matéria-prima seleccionada. O conceito social também é muito importante, nomeadamente nas empresas multinacionais. A própria peça pode ter inscrito a marca Ecoemotion, o que nalguns casos é valorizado. Em Portugal encadernam e imprimem exclusivamente as peças com esta tecnologia ecológica. Uma das consequências, desta opção são os custos e os preços destas peças. Estas peças são completamente diferentes em preços,do que se fossem produzidos em grandes quantidades.A diferenciação ecológica é o elemento critico para a sustentabilidade num nicho especifico de mercado.

Clientes. As grandes empresas são o target principal. Contudo este mercado é limitado. Quem faz uma agenda em cortiça num ano, no ano seguinte não repete ( excepção ao Grupo Amorim). Iniciaram-se as vendas online, e as vendas em lojas nacionais ligadas ao turismo ( 20 até ao final de 2012). A experiência exportadora foi já trilhada, com um distribuidor na Polónia, e principiou-se a actividade na Espanha e Eslovénia. Iniciaram-se já contactos igualmente com o Japão. O relacionamento com clientes exige uma análise cuidada do cliente ( sugestão ou proposta), que deverá resultar no final, no desenvolvimento de peças e modelos especificas.

Os Recursos Humanos são diminutos ( 2 pessoas) contudo, existem parcerias com outras entidades, para comunicação, para impressão (gráfica) interiores (gráfica),e para a encadernação e a distribuição/entrega.

O contacto com o cliente trata-se da área mais relevante para a empresa.Segundo o principal responsável da empresa “è esta área que os vai ajudar a crescer, e que conjuntamente com o cumprimento dos prazos é igualmente fundamental”. Serão estes os factores que a Ecoemotion entende como críticos para um sucesso futuro.



Directo da Terra - Ideias e Oportunidades



Empresa de produção de azeite, inovadora, que desenvolveu para o seu portefólio de produtos um azeite varietal de alta qualidade, o quinta de S. Miguel.

terça-feira, 25 de junho de 2013

CoWork - Ideias e Oportunidades

O espaço do Cowork Lisboa, dispõe, para além de uma zona lounge, de uma pequena sala de reuniões, que também pode ser utilizada para momentos em que um destes profissionais sinta necessidade de algum isolamento ou privacidade (por exemplo para pedir a namorada em casamento ou chorar baba e ranho pela situação atual do Sporting).
In:2012.lisboa.wordcamp.org/sponsor/cowork-lisboa.

A ideia de criação deste espaço surgiu porque o Fernando estava farto de trabalhar em casa … estava a gastar exageradamente a alcatifa entre a sala, e o frigorífico! A Ana é o segundo sócio da Cowork, sendo casada com o Fernando á 20 anos. A Ana faz o Fernando desfaz, é assim esta saudável convivência. E dura, dura, dura.

Fernando, fartou-se de não ver pessoas. Como designer que é, o Fernando tinha necessidade de socializar e trocar ideias com outros. A busca dum local para socializar concentrou as energias e as leituras do Fernando. Procurou e pesquisou aquilo que já existia no mundo. Foram 2-3 meses de imersão total. A Beta House de Berlim, foi uma referência. Até porque os seus proprietários estudaram em Portugal. Fernando arranca para esta aventura do empreendedorismo, aos 40 anos. Apesar, de terem existido várias hipóteses ao longo da sua vida, elas nunca se tinham concretizado. No início tivemos vários “Velhos do Restelo” dizendo que a ideia nunca teria sucesso. Diziam que só duraria 1 a 2 meses… mas funcionou. O conceito de “Coworking é partilhar um espaço de trabalho com profissionais independentes e micro-empresas. Em comum, partilham o facto de estarem fartos de trabalhar em casa ou em escritórios tradicionais.”

Clientes. Tiveram muitas surpresas, porque esperava-se que a maioria fosse utilizada, por gente de: design, arquitetos, programadores, tecnologias. O tempo encarregou-se de provar que estavam errados. Todos os tipos de profissionais utilizam o espaço, mesmo as profissões menos convencionais – estudantes, advogados, enfermeiras, cientistas… . È um espaço cheio de diversidade. Mas de facto o negócio iniciou-se no facebook com o lançamento duma pergunta: conhecem este conceito de trabalho? Imaginam-se a trabalhar num espaço destes? E onde gostavam que se situasse?

A LxFactory foi o espaço escolhido. Agora parte das mesas já são de estrangeiros. Há um limite ao efeito de escala, entre 12 (mínimo) a 40 (máximo). Este espaço é dificilmente expansível ou replicável. É o reflexo dos seus proprietários. Nunca pode ser igual, mesmo que replicado.

A oferta da Coworklisboa, começou por ser baseado nas mesas não fixas (39€/semana), mas após o primeiro ano, no atual contexto., esta solução aumentou em termos da procura. Enquanto as soluções fixas (147,70€/mês),e o formato de estúdio (2-4 pessoas) com formato de “open space” sem portas, foram oferecidas adicionalmente, para quem pretendesse outras finalidades.

Os fatores mais valorizados pelos utilizadores, é a socialização conseguida. O modelo é muito informal, não tem de permanecer 3 a 6 meses obrigatoriamente, ou ter de pagar rendas adiantadas. Não à surpresas ao fim do mês. Para além do espaço de trabalho, a Coworklisboa integra ainda um outro espaço de cafetaria, fornece acesso a sala de reuniões, promove formação, eventos gratuitos, e concede telefone e acesso gratuito á internet.Com os clientes todos dentro deste espaço, gerir esta comunidade foi um trabalho desde o início. A taxa de ocupação ronda sempre entre os 75-80%. A rotação é considerável e agora (Verão-12) esta taxa que normalmente baixa, não está a acontecer. O marketing não foi preciso. Ser em Lisboa, e na zona em que é, ajuda imenso. A imprensa está cá quase todas as semanas.

Parcerias. A Zon é o grande parceiro. Neste contexto Fernando não pretende sair de Lisboa.



ColorAdd - Ideias e Oportunidades

Foi em termos académicos que tudo começou. Nada existia sobre o daltonismo. Existem 350 milhões de pessoas que são daltónicos no mundo. A colorADD criou uma ferramenta para integrar essas pessoas na sociedade. Procurou daltónicos em vários países para não ficar condicionado por fatores culturais. 90% dos daltónicos têm dificuldade em se integrarem socialmente – existem constrangimentos, vergonhas e traumas.

Daí, a ferramenta ter de ser inclusiva. O seu desenvolvimento obrigava a que fosse fácil, positiva, simples de aprender e que fosse transversal. Teriam de ser símbolos com as cores primárias. Foram 8 anos de investigação validada por daltónicos. Protegeu-se o projeto a todos os níveis. Durante 2 anos procurou-se a validação junto da comunidade científica. Submeteram-se vários artigos a congressos internacionais. Ganharam vários prémios de inovação e design inclusivo. Os media ajudaram na divulgação – todos os dias saíam noticias sobre o projeto em termos mundiais.

Reuniu-se assim, também gente capaz e competente para a gestão do projeto. Criou-se uma sociedade que promove o projeto, olhando sempre para ele não numa optica de custo, mas como algo inovador e diferenciador. O licenciamento ocorre em todas as áreas, menos na educação. Neste seguimento foi criado em Setembro (2012) uma ONG para esta área – ColorADD Social. Esta levará a ideia ás escolas – manuais escolares, conteúdos programáticos ( 1º ciclo, ensino especial). O Metro do Porto já utiliza a ideia, o que ajudou a expansão para o Metro de S.Paulo (Brasil). Na saúde também foi testado em hospitais, estando a desenrolar-se o mesmo em hospitais brasileiros. Noutros sectores, como nos lápis Viarco também já está a ser utilizado, o que se revelou benéfico pois possibilitou a recuperação para a empresa de alguns mercados externos perdidos. O comité Olímpico Brasileiro quer utilizar o sistema, para isso serviu de exemplo a sua prévia utilização nos jogos da CPLP. Isto originou uma nova forma de linguagem de comunicação, no vestuário, na cerâmica, nas plataformas digitais, nas bibliotecas, ou nas universidades…

Produto. Trata-se dum código de comunicação por cores (intangível), que é colocado no produto dos clientes. Desta forma a licença do projeto é vendida de acordo com a dimensão de cada empresa. Associamos a isto um selo social. Concedemos ainda, um apoio de consultoria (outra receita) na execução dos estudos de implementação do projeto. Podemos ou não, ser subcontratados para a implementação (sinalética, painéis explicativos, etc.). Já referenciámos 1920 cores do Pantone para as etiquetas da Zippy, Blanco, que são impressas nas etiquetas com o respetivo código.

Carlos do Carmo, assumiu o seu daltonismo e aceitou ser o embaixador do projeto. O impacto deste foi tal, que apesar de terem sido pensados canais para a divulgação do projecto, foi o Le Monde que ao fazer uma reportagem, levou o projeto ao mundo – Austrália, Canada, Brasil etc.. Em termos de mercado, procuramos diferentes áreas em vez de ficar numa só – se estamos no Metro do Porto, podemos estar em todos os Metro de todo o mundo.

Não há exclusividade para nenhuma marca. Existem 3 requisitos obrigatórios para aceder ao selo ColorADD: a)ser verdadeiramente socialmente responsável, b) ter capacidade para comunicar o conceito, c) ter capacidade para o internacionalizar. Para que o valor deste intangível fosse superior tiveram de efetuar o seu registo em termos de propriedade industrial. Miguel gastou aqui todo o seu dinheiro. Todo.

Recursos. A paixão das pessoas envolvidas no projeto (7) foi o maior recurso. Inicialmente eram 3-4 com boas competências – qualidade, marketing e jurídica – as quais atraíram para o projeto valor acrescentado. A partir daí, escolheram mais pessoas com vontade e espirito para o projeto.

Parcerias. Atualmente são muitas e variadas: Instituto Nacional de Reabilitação, Centro Português de Design, Associação Portuguesa de Deficientes, Secretaria de Estado do Desporto, Ministério da Educação, Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa…. Quanto a financiamento, não contámos com apoio do QREN, nem procurámos nenhuma Capital de Risco, pois não querem ser reféns de interesses económicos. Estando numa fase de internacionalização, têm muitos cuidados com a escolha de potenciais interessados.

Socialmente o projeto alcança gradualmente a sua função … o Miguel recebe mails, desenhos e cartas de gente a quem mudou a vida; a bola da liga de clubes que era para ser laranja, foi alterada, caso contrário não seria vista por daltónicos. Alterou-se e passou a branca. Estes são alguns dos efeitos ColorADD. Um legado para a humanidade.



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Centésima Página - Ideias e Oportunidades

A Casa Rolão, um belo exemplar de arquitectura civil do século XVIII, em estilo barroco. É atribuída a André Soares e terá sido construída, entre 1759 e 1765, para um industrial bracarense. Este imóvel, edificado na Av. Central de Braga está classificado de Interesse Público desde 1977.

A Centésima Página, vende livros e tem uma actividade cultural vasta e eclética - exposições, discos, cafetaria, e cinema.

Existem à 13 anos. São 3 sócios desde o inicio.Para desenvolverem o negócio estabeleceram parcerias com outras entidades, criando redes de trabalho. Foi um projecto longamente amadurecido. Tinham a vontade de criar algo com que se identificassem no sector da cultura em Braga. Quando estavam para desistir, encontraram o espaço que acolhesse o projecto centrado na livraria. Após 6 anos, mudaram de instalações para uma casa do Sec. XVIII onde estão actualmente. Aqui podiam ser exploradas outras actividades.

O produto central é o livro. Este é o pretexto para se fazerem outras acções - tertulias, apresentações, concertos etc. Fazem no com caracter regular – o caso dos, contos e continhos e outras histórias, que promovem com outra entidade de Braga. Promovem a literatura junto dum público mais jovem. É uma acção gratuita, duas vezes por mês. Escolhem uma história e ela é dramatizada/contada. È o ponto de encontro com a gente mais jovem ( promover a literatura infanto-juvenil). Contudo, isto não é sustentável focalizado só neste nicho.

Daí tornarem-se numa livraria generalista ( mais concentrada contudo nas ciências humanas/ literatura / ciências sociais e artes). O risco da especialização era elevado, mas tentaram manter uma especialização selectiva.

Diferenciação. O conceito de livraria em Braga ainda não é claro. Confunde-se com papelarias, bibliotecas ou outra coisa. São para alguns espaços mortos, mas isto depende da maneira como se trabalha o livro ( os autores, e referencias). O atendimento personalizado e profissional é um aspecto distintivo fundamental. O consumidor pode comprar em vários sítios, contudo a internet para eles é complementar ( pagina online, independente). A casa, os jardins, permitem serem um espaço de construção de relação. Onde as pessoas se encontram para falar, criar, debater. Quiseram e criaram, um espaço vivo. Um ponto de encontro.Ir a uma livraria deverá ser como ir a um café.A forma de comunicar mais produtiva pensam é o passa palavra e complementarmente o mundo digital (facebook, agenda impressa ou agenda online).

Recursos. Todos os colaboradores são obrigatoriamente polivalentes. Têm uma pessoa na cafetaria, conjuntamente com as 3 sócias e uma colaboradora.

Parceiros. As ligações privilegiadas são: Escolas, Bibliotecas, Universidades, Centros de Formação, Centros de Documentação consideram-os os parceiros naturais. Têm ainda parcerias com o Museu Nogueira da Silva, a Cooperativa Cultural, e pequenas empresas de design de autor, a Fundação Cupertino de Miranda, o Museu D. Diogo de Sousa. Estas ligações permitem ter exposições pontuais especializadas com bibliografia aconselhada por especialistas da área (factory)e ainda os encontros de imagem.

Receitas. Para responderem ás receitas actuais, tentam minimizar a estrutura de custos (negociando os contratos), reduziram na cafetaria, e tornaram-se mais polivalentes. São criteriosos na selecção dos livros.Minimizam devoluções, e negociam margens nas compras. È opinião duma das suas responsáveis que “ È preciso repensar o modelo de actividade livreira, coisa que os responsaveis têm dificuldade em aceitar. A novidade não pode ser a determinante fundamental”. Por outro lado Braga como centro estudantil, não se tem revelado um segmento relevante. Não há circulação, são meros enclaves. Mesmo guetos.

Quanto à estrutura da empresa ela obrigou à redestribuição de tarefas, entre as três sócios: comercial , comunicação e administrativa/financeira.

Projectos Novos. Têm imensos, contudo as dificuldades de financiamento têm limitado a sua concretização. Salientam o que foi o melhor, neste já longo percurso foi:
- A concretização da ideia original sem cedências.
- O conceito parece-lhes ainda actual, contudo assumem, que é dificil a sua sustentabilidade ( estar á frente no tempo pode ter um custo). O livro está em todo o lado, no supermercado, na bomba de gasolina... deveria só estar na livraria.

Uma das responsáveis explica que: é preciso uma dose de loucura e teimosia para conseguir continuar.